
Escrevo ainda antes do jogo com o Boavista, na ultima e decisiva jornada do campeonato para apurar quem tem acesso directo à Liga dos Campeões, quem disputa a 2ª eliminatória para a mesma prova e quem vai à Taça UEFA. A generalidade dos cronistas e comentadores parece congratular-se pelo facto de, pela primeira vez, a justiça desportiva ter actuado com mão pesada. Junto-me a eles e acrescento que achei pouco.
Na minha opinião, intenção de corromper deveria ser punida de forma bastante mais severa. Mesmo que, analisando os jogos, se entenda que tentativa de corrupção não se efectivou no campo, por não ter o árbitro tomado, de forma evidente, decisões que comprovem o facto. E estou com o presidente da Comissão Disciplinar da Liga, Ricardo Costa, quando defende a alteração dos regulamentos de forma a agravar as sanções a quem tenta subverter os resultados desportivos.
Já não estou com Ricardo Costa e os responsáveis da Liga quanto ao timing do anúncio das sanções. De facto, foi assumido publicamente o compromisso de concluir o processo antes do final da época desportiva, mas tendo em conta que está em jogo o acesso à Liga dos Campeões, seria de esperar que os organizadores da Liga pensassem em adiar o anúncio 72 horas e divulgassem as suas conclusões segunda-feira. Ninguém perdia nada com isso, antes pelo contrário. Ganhava o futebol, porque não se conjectuaria sobre o estado de espirito das equipas castigadas e todos estariam apenas concentrados no jogo dentro das quatro linhas. Faz-me lembrar a ASAE: o trabalho até foi bem feito, mas este excesso de zelo é prejudicial.
Esperemos que tudo corra pelo melhor, que o Boavista faça um bom jogo, que o Sporting entre concentrado e faça o jogo do ano, e que seja feita justiça. Doa a quem doer.
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