Li hoje um artigo de opinião escrito pelo grande Artur Agostinho, que terá visto a entrevista que o presidente do Sporting concedeu ao programa Balanço & Contas da RTP2, em que esclarece que Soares Franco defende a evolução da Taça da Liga, transformando-se numa competição ibérica. No mesmo artigo, Artur Agostinho menciona o acordo de Dezembro de 2007 celebrado entre os responsáveis das Ligas de Portugal e Espanha que contemplava "a realização de jogos entre os campeões dos dois países, a profissionalização e intercâmbio entre árbitros portugueses e espanhóis, a criação de uma taça ibérica (numa primeira fase, ao nível da II liga), o desenvolvimento do marketing e da área comercial e, finalmente, a eventualidade de uma candidatura conjunta à organização do Mundial de 2018." No final, diz esperar que os fantasmas da história não tenham conseguido silenciar este projecto.
Faço meus os votos do Artur. O nosso futebol, sozinho, vai definhar inevitavelmente. Os clubes estão em sérias dificuldades financeiras, os estádios estão vazios (a média de assistências de um clube como o Belenenses, que luta por um lugar na Europa, é de 2.480/jogo!!!!!!! - ver número de espectadores em www.lpfp.pt/futebol/Pages/
Espectadores.aspx?epoca=20072008&info=TopClube). Admito que o assunto deve ser ponderado, que se deve começar com calma, que o sistema deve impedir a canibalização do futebol português pelo espanhol, pelo menos numa fase inicial, promovendo uma convergênca sustentada, mas acho que é um caminho a seguir. E em que todos ganhavam: o futebol português porque elevaria o seu nível competitivo, tanto desportiva como financeiramente, e teria com certeza mais gente nos estádios; o espanhol porque ganharia uma dimensão ainda maior, estando melhor preparado para responder à recente egemonia do futebol inglês. Não vejo pontos fracos neste caminho.
Espero que os velhos do Restelo não vençam e que este caminho se faça, sem preconceitos.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
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