O nosso caro Pedro Gonzalez tece alguns comentários a propósito do jantar da passada 2ªfeira da tertúlia Sportinguista do Oscarito, este que vos escreve... Para quem não sabe eu costumo "infernizar" a paciência de alguns, muitos, amigos das nossas cores, e não só, com sms via telemóvel que muito me custam no bolso!!! A verdade é não tenho grande paciência para escrever no computador e prefiro fazê-lo via telefone. Dizem os amigos que tenho um certo jeito para a coisa e chego mesmo ter reclamações por "longos periodos de tempo de ausência"... Mas voltando ao jantar, diz o nosso caro Gonzalez que ficou muitas vezes de queixo caído com algumas verdades reveladas... É verdade sim, há muitas coisas que só se sabem nos bastidores... ou nos jantares!!! E pena tenho que os ditos não tenham mais participantes pois somos invariavélmente SEMPRE OS MESMOS 6 OU 7. Para quem esteja interessado em fazer parte da minha tertúlia pode mandar me um sms para o 917231377 que com muito gosto passarei a integrar na dita!!!
Um grande abraço e as melhores saudações leoninas
Óscar
quinta-feira, 29 de maio de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Tertúlia sportinguista
Foi uma experiência. Na passada segunda-feira, a convite do Óscar Costa - que também escreve neste blog - estive num jantar de fecho de época com um grupo de grandes sportinguistas. Falou-se um pouco de tudo, muito de futebol, mas também de muitas histórias de férias e outras farras deste grupo de amigos, sendo eu o único outsider.
Isto tudo para vos dizer que me senti como aquela criança que descobre, finalmente, que o pai Natal não existe. Este grupo de amigos sportinguistas vive o clube por dentro e, portanto, conta histórias de bastidores que me obrigaram a levantar o queixo da mesa várias vezes nessa noite.
Foi, como comecei por escrever, uma experiência. Mas boa, que espero repetir. A bem da minha capacidade de desmistificação do fenómeno futebolístico. Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!!!
Isto tudo para vos dizer que me senti como aquela criança que descobre, finalmente, que o pai Natal não existe. Este grupo de amigos sportinguistas vive o clube por dentro e, portanto, conta histórias de bastidores que me obrigaram a levantar o queixo da mesa várias vezes nessa noite.
Foi, como comecei por escrever, uma experiência. Mas boa, que espero repetir. A bem da minha capacidade de desmistificação do fenómeno futebolístico. Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!!!
sexta-feira, 23 de maio de 2008
"Lamechice" genuína

Foi fantástica a final entre Chelsea e Man. United. Enorme de intensidade, de qualidade, de entrega ao jogo, de emoção. Não se deu pelos 120 minutos a passar.
Mentiria se não dissesse que senti orgulho por ver dois miúdos saídos de Alvalade a vencer, com tanto mérito, a Liga dos Campeões. Não sei se repararam mas, à semelhança do que fizeram os jogadores do Sporting quando ganharam a Taça de Portugal, o Nani também vestiu a camisola do Man. United ao contrário.
Esta taça fala português... e com sotaque leonino.
terça-feira, 20 de maio de 2008
É nossa!!

Sem sequer precisar de fazer a melhor exibição da temporada, mas com toda a justiça, o Sporting levou a segunda Taça de Portugal consecutiva para Alvalade. Foi a melhor equipa, a que mais fez para ganhar, a mais entrosada, a que teve mais oportunidades de golo, mais remates à baliza, mais tempo de posse de bola.
O Porto não esteve bem, o árbitro podia ter estado melhor. Mas, definitivamente, quem não esteve mesmo nada bem foi o professor Jesualdo Ferreira que responsabiliza árbitro pela derrota, em vez de a procurar na táctica pouco ambiciosa que levou para dentro de campo, na forma como o Porto foi incapaz de desenvolver o seu futebol. Mais por mérito do adversário que por demérito próprio ou culpa de Olegário Benquerença.
Por uma vez, não houve erros ou hesitações na defesa. Abel, Polga, Tonel e Grimi anularam a generalidade dos ataques do Porto e desempenharam um papel fundamental nesta vitória, que se começou a desenhar na segurança com que defenderam do inicio ao fim do jogo.
Parabéns ao jogadores do Sporting, ao Paulo Bento, a Filipe Soares Franco e à direcção da SAD que souberam resistir a todas as críticas, fáceis de fazer nos momentos em que os resultados não aparecem, fáceis de esquecer quando se ganham títulos. Hoje é a minha vez de dizer que tenho orgulho em ser sportinguista. E de reiterar a confiança que sempre tive na equipa técnica e na direcção do clube.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Felizmente ainda há Dias.
Uma coisa parece ser certa, uma coisa gera unanimidade. Há corrupção no desporto, há corrupção para lá de, há globalmente falando uma corrupção geral. Num país com uma herança de atitudes, de inquietações e expectativas vindas do estado novo, onde a ideia de casinha pequenina é objectivo, onde a falta de formação das pessoas, nomeadamente as que ganharam a sua notoriedade nessa época e que são hoje as caras dos nossos dirigentes, não os empresários, mas sim os patrões, porque a ideia empresarial, a ideia de pensar para lá do necessário, não passou ainda por um 25 de Abril.
E o exemplo maior disso é o nosso futebol, que tanto se joga fora dos estádio, hoje cada vez mais nos tribunais. A crise de valores que o nosso país atravessa não tende a encontrar solução, muito pelo contrario, quando constatamos que os castigos deste “apito final” se direccionam somente a algumas instituições e 3 ou 4 pessoas, temos que concluir que o país continua a preferir apontar o dedo ao superficial e evita ir ao cerne da questão.
Este nevoeiro em que vivemos diariamente, esta inércia, este medo de inscrever é um reflexo da nossa mentalidade, que esquecemos de ano para ano os graves acontecimentos que poluem a nossa sociedade e essencialmente as nossas referencias e as referencias dos nossos filhos.
O que interessa hoje é vencer, mas não interessa como, eticamente somos um país ao nível de uma Angola ou outro país onde o povo tem pouca participação na democracia. Afinal, a ideia de patrão, de capataz, de chefe, impera nas nossas instituições, estrangulando constantemente a capacidade de desenvolvimento e de abertura.
A falta e o medo de opinião, o medo de ser irreverente é uma realidade.
Tudo isto para dizer, que nos meus inocentes quase 29 anos de vida, tive um clube gerido por patrões, à excepção de um Presidente que muito admiro e que ele mesmo foi vitima de uma definição de semântica.
O Dr. Dias da Cunha é o exemplo maior de um dirigente com cultura, algo que o país não está preparado a aceitar. Tem opinião, tenta ser irreverente, tenta mudar e anular este nevoeiro que nos turva o desenvolvimento do futuro.
O sistema é isso mesmo, um conjunto de patrões que lutam contra a inserção e a participação de uma ideia empresarial no mundo do futebol, pois isso leva á criação de regulamentos mais rigorosos o que impede a abertura de portas e anula a palmadinha nas costas e o favor.
Enquanto assumirmos este patronato, não só no futebol, como nas nossas empresas, o país real e o país do futebol não se vai desenvolver e tende, por ordem dos tempos, pelo desenvolvimento lógico da época actual, a apodrecer.
Dr. Dias da Cunha, o meu grande bem aja, para um português em vias de extinção. Para um dirigente desportivo que tentou dar um rumo não só ao clube do seu coração, mas que entende que o desporto não é só um jogo de equipa, é um jogo de adversários, que disputado com regras pode ser muito lucrativo e criador de bons valores.
Hoje sinto ainda mais orgulho em ser do Sporting.
domingo, 11 de maio de 2008
Justiça desportiva

Escrevo ainda antes do jogo com o Boavista, na ultima e decisiva jornada do campeonato para apurar quem tem acesso directo à Liga dos Campeões, quem disputa a 2ª eliminatória para a mesma prova e quem vai à Taça UEFA. A generalidade dos cronistas e comentadores parece congratular-se pelo facto de, pela primeira vez, a justiça desportiva ter actuado com mão pesada. Junto-me a eles e acrescento que achei pouco.
Na minha opinião, intenção de corromper deveria ser punida de forma bastante mais severa. Mesmo que, analisando os jogos, se entenda que tentativa de corrupção não se efectivou no campo, por não ter o árbitro tomado, de forma evidente, decisões que comprovem o facto. E estou com o presidente da Comissão Disciplinar da Liga, Ricardo Costa, quando defende a alteração dos regulamentos de forma a agravar as sanções a quem tenta subverter os resultados desportivos.
Já não estou com Ricardo Costa e os responsáveis da Liga quanto ao timing do anúncio das sanções. De facto, foi assumido publicamente o compromisso de concluir o processo antes do final da época desportiva, mas tendo em conta que está em jogo o acesso à Liga dos Campeões, seria de esperar que os organizadores da Liga pensassem em adiar o anúncio 72 horas e divulgassem as suas conclusões segunda-feira. Ninguém perdia nada com isso, antes pelo contrário. Ganhava o futebol, porque não se conjectuaria sobre o estado de espirito das equipas castigadas e todos estariam apenas concentrados no jogo dentro das quatro linhas. Faz-me lembrar a ASAE: o trabalho até foi bem feito, mas este excesso de zelo é prejudicial.
Esperemos que tudo corra pelo melhor, que o Boavista faça um bom jogo, que o Sporting entre concentrado e faça o jogo do ano, e que seja feita justiça. Doa a quem doer.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Camisola Sporting Lisbona Vintage
Ainda nao està garantido, mas o segundo lugar da liga ficou mais pròximo depois da vitòria em Paços de Ferreira e dos empates do Benfica e Vitòria de Guimaraes na Amadora e no Restelo, respectivamente. Hoje, enquanto passava pelas ruas do centro de Roma, encontrei uma loja chamada “Old Soccer” que vende camisolas vintage dos principais clubes mundiais. Para variar, nao havia camisolas do Benfica nem do Porto, mas tinham uma réplica da camisola que o Sporting usava nos anos 60. Claro que a comprei! Essa e uma do meu clube brasileiro de sempre, por influencia do Zico, o Flamengo. Serà com certeza um bom pressàgio.
Nota: desculpem os acentos ao contrario, ou mesmo a ausencia de acentos. Os teclados italianos nao sao exactamente iguais aos nossos…
Nota: desculpem os acentos ao contrario, ou mesmo a ausencia de acentos. Os teclados italianos nao sao exactamente iguais aos nossos…
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Ainda a questão Ibérica
Li hoje um artigo de opinião escrito pelo grande Artur Agostinho, que terá visto a entrevista que o presidente do Sporting concedeu ao programa Balanço & Contas da RTP2, em que esclarece que Soares Franco defende a evolução da Taça da Liga, transformando-se numa competição ibérica. No mesmo artigo, Artur Agostinho menciona o acordo de Dezembro de 2007 celebrado entre os responsáveis das Ligas de Portugal e Espanha que contemplava "a realização de jogos entre os campeões dos dois países, a profissionalização e intercâmbio entre árbitros portugueses e espanhóis, a criação de uma taça ibérica (numa primeira fase, ao nível da II liga), o desenvolvimento do marketing e da área comercial e, finalmente, a eventualidade de uma candidatura conjunta à organização do Mundial de 2018." No final, diz esperar que os fantasmas da história não tenham conseguido silenciar este projecto.
Faço meus os votos do Artur. O nosso futebol, sozinho, vai definhar inevitavelmente. Os clubes estão em sérias dificuldades financeiras, os estádios estão vazios (a média de assistências de um clube como o Belenenses, que luta por um lugar na Europa, é de 2.480/jogo!!!!!!! - ver número de espectadores em www.lpfp.pt/futebol/Pages/
Espectadores.aspx?epoca=20072008&info=TopClube). Admito que o assunto deve ser ponderado, que se deve começar com calma, que o sistema deve impedir a canibalização do futebol português pelo espanhol, pelo menos numa fase inicial, promovendo uma convergênca sustentada, mas acho que é um caminho a seguir. E em que todos ganhavam: o futebol português porque elevaria o seu nível competitivo, tanto desportiva como financeiramente, e teria com certeza mais gente nos estádios; o espanhol porque ganharia uma dimensão ainda maior, estando melhor preparado para responder à recente egemonia do futebol inglês. Não vejo pontos fracos neste caminho.
Espero que os velhos do Restelo não vençam e que este caminho se faça, sem preconceitos.
Faço meus os votos do Artur. O nosso futebol, sozinho, vai definhar inevitavelmente. Os clubes estão em sérias dificuldades financeiras, os estádios estão vazios (a média de assistências de um clube como o Belenenses, que luta por um lugar na Europa, é de 2.480/jogo!!!!!!! - ver número de espectadores em www.lpfp.pt/futebol/Pages/
Espectadores.aspx?epoca=20072008&info=TopClube). Admito que o assunto deve ser ponderado, que se deve começar com calma, que o sistema deve impedir a canibalização do futebol português pelo espanhol, pelo menos numa fase inicial, promovendo uma convergênca sustentada, mas acho que é um caminho a seguir. E em que todos ganhavam: o futebol português porque elevaria o seu nível competitivo, tanto desportiva como financeiramente, e teria com certeza mais gente nos estádios; o espanhol porque ganharia uma dimensão ainda maior, estando melhor preparado para responder à recente egemonia do futebol inglês. Não vejo pontos fracos neste caminho.
Espero que os velhos do Restelo não vençam e que este caminho se faça, sem preconceitos.
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