segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Old West



Reza a história que no Velho Oeste não havia lei nem ordem, as pistolas eram o poder e as balas simbolizavam a autoridade. Todos temos na ideia os quentes e longos desertos, as cidades cheias de bandidos e os Saloons onde o jogo a prostituição eram o grande escape de toda uma comunidade.

O que se passa actualmente no futebol português é muito similar a um bom argumento para um Western, existe um Xerife que tem mais poder que as instituições que controlam o país, um conjunto de bandidos que procuram destabilizar e garantir vitórias e lucro sem olhar a meios. E claro, o caçador de recompensas, o Anti-Herói que usa a violência para acabar com a.... violência.

O que se passou na semana antes do Beira-Mar x Sporting, foi uma autêntica vergonha. O árbitro nomeado ao negar a sua comparência só prova um conjunto de factores urgentes para o futebol português:

1- Quem nomeia não tem categoria;
2- Quem é nomeado não tem capacidade nem força para lidar com a pressão;
3- E na globalidade, os árbitros dão a ideia que não querem avançar para a profissionalização, preferindo viver numa “clandestinidade” e impunidade que camufla todos os erros e atitudes que vão tomando durante uma época.

Em suma, tenho pena que uma vez mais, seja só o Sporting a levantar o problema. O Sporting, o Anti-Heroi, não parece ser capaz de sozinho ganhar a recompensa, porque nesta cidade do futebol português, não se apanham vivos ou mortos os bandidos. No nosso futebol, parte-se e reparte-se o lucro. E quem fica com a melhor parte... troca os “b” pelos “v”.

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