sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Investir


Nós, adeptos do Grande Sporting, não tínhamos um início de época tão movimentada como a presente. Uma equipa nova, equipa técnica e direcção, tudo com vontade de mostrar trabalho e mudar, de uma vez por todas, a inércia desportiva e falta de qualidade demonstrada pela equipa de futebol nos últimos anos.

Entraram dezenas de jogadores novos, muitos milhões, saíram outros tantos e outros tantos milhões em indemnizações.

Ontem, contra os dinamarqueses do Nordsjaelland a exibição não foi brilhante, longe disso, e o futebol jogado continua a mostrar os mesmos problemas do passado.

O Sporting está a investir no futuro, mas com um presente muito mal programado e pessimamente mal orientado. Não passa de uma opinião pessoal, mas vejamos:

Ontem entramos em campo com o seguinte onze:

1 Rui Patrício
47 João Pereira
3 Daniel Carriço
4 Anderson Polga
6 Evaldo
26 André Santos
8 Stijn Schaars
20 Yannick Djaló
10 Izmailov
11 Diego Capel
23 Hélder Postiga

A defesa, tão atacada que foi nas últimas épocas, começou e acabou o jogo sem um único reforço.

O meio campo, apresentou o Holandês Schaars, grande jogador, super eficaz, mas que na minha opinião, está longe de ser uma grande solução para um Clube que procura atacar constantemente e jogar em profundidade. Para ele o campo limita-se a um curto espaço de terreno.

No ataque, entra mais um reforço, mais encostado às alas, Diego Capel, esforçado, joga olhos nos olhos e procura a linha para centrar.

Isto para dizer que começámos o encontro com 2 reforços dos muitos que compramos durante a pré-epoca. Fisicamente toda a equipa está de rastos, à excepção do surpreendente Polga, que de uma vez por todas, parece estar a mostrar a classe e a segurança que já demonstrou noutras épocas.

Acabámos o jogo a utilizar 5 reforços e com 4 em campo, nomeadamente, Capel, Bojinov, Carrillo e Rinaudo.

Há realmente muito trabalho pela frente, e o que me preocupa mais é a ansiedade demonstrada pelo Domingos, lançando jogadores fisicamente debilitados, como Rodriguez, Jeffen e Matias Fernandez .

Domingo lá estaremos uma vez mais, com a esperança de uma boa exibição, um jogo pouco sofrido e com intensidade, MUITO MAIS INTENSIDADE.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Old West



Reza a história que no Velho Oeste não havia lei nem ordem, as pistolas eram o poder e as balas simbolizavam a autoridade. Todos temos na ideia os quentes e longos desertos, as cidades cheias de bandidos e os Saloons onde o jogo a prostituição eram o grande escape de toda uma comunidade.

O que se passa actualmente no futebol português é muito similar a um bom argumento para um Western, existe um Xerife que tem mais poder que as instituições que controlam o país, um conjunto de bandidos que procuram destabilizar e garantir vitórias e lucro sem olhar a meios. E claro, o caçador de recompensas, o Anti-Herói que usa a violência para acabar com a.... violência.

O que se passou na semana antes do Beira-Mar x Sporting, foi uma autêntica vergonha. O árbitro nomeado ao negar a sua comparência só prova um conjunto de factores urgentes para o futebol português:

1- Quem nomeia não tem categoria;
2- Quem é nomeado não tem capacidade nem força para lidar com a pressão;
3- E na globalidade, os árbitros dão a ideia que não querem avançar para a profissionalização, preferindo viver numa “clandestinidade” e impunidade que camufla todos os erros e atitudes que vão tomando durante uma época.

Em suma, tenho pena que uma vez mais, seja só o Sporting a levantar o problema. O Sporting, o Anti-Heroi, não parece ser capaz de sozinho ganhar a recompensa, porque nesta cidade do futebol português, não se apanham vivos ou mortos os bandidos. No nosso futebol, parte-se e reparte-se o lucro. E quem fica com a melhor parte... troca os “b” pelos “v”.

domingo, 14 de agosto de 2011

Sporting em grande, arbitragens em "pequeno" - o costume


Este ano vou-me dar ao trabalho de contabilizar os pontos que os 3 grandes ganham ou perdem, não por falharem ou jogarem mal, mas por erros grosseiros dos árbitros. Erros comprovados, não aqueles que são discutíveis. Porque se é discutível para nós que vemos várias repetições de diferentes ângulos, terá de se aceitar o critério do árbitro.

O Sporting jogou bem mas nao foi suficiente porque:

1 - o árbitro e o fiscal de linha não marcaram um penalty claro;
2 - o árbitro anula um golo limpo ao Postiga por fora de jogo mal assinalado pelo fiscal de linha.

Saldo: -2 pontos.

O Benfica empata em Barcelos, com um dos golos a ser marcado por um jogador que parte de posição irregular.

Saldo: +1 ponto.

Porto ganha sem influência do árbitro. Aceita-se a marcação do penalty sobre o Sapunaru.

Saldo: 0 pontos.

No final somam-se estes extras e veremos quem seria o verdadeiro campeão.

Neste momento estamos assim.

1º dos beneficiados: Benfica com +1 ponto;
2º dos beneficiados: Porto com 0 pontos;
3º dos beneficiados: Sporting com -2 pontos;

Isto começa bem...