Trocava ontem mensagens com um colega de trabalho benfiquista a propósito do artigo de opinião do Vitor Serpa n`a Bola, sobre o qual escrevi neste blog. Dizia-lhe que podia ter sido eu a escrevê-lo, defendendo que o artigo acertava na "mouche" ao alertar para o facto de que o futebol português sofre de cacicagem crónica e que é o reino dos "chicos-espertos". Nas palavras do autor do texto, "(...) O conceito é deveras curioso. No fundo, é do mesmo tipo daquele que faz lavar a honra de alguns mandantes autárquicos quando o povo diz que fulano roubou como os outros, mas, ao menos, fez obra (...)". A resposta deste meu colega foi que devia preocupar-me o suposto sobejo da ingenuidade que distingue os presidentes do Sporting se deve a queda brutal do império leonino. Nem uma menção à miserável performance que à anos de seguida presidentes como o do Nacional da Madeira, Benfica, Porto conduzem instituições que não mereciam tratamento tão pouco digno.
Ganhar é para esta gente suficiente. Não interessa a que custo, muito menos se estão a prazo a condenar a sua essência, a sua razão de existir: o desporto.
Sintomático também da fraquíssima noção de comunidade que caracteriza uma franja enorme da sociedade portuguesa. Se eu estou bem, porque raio me hei-de preocupar com os outros ou com quer que seja?
Comigo não contam para esta fraqueza de espirito. Glória sim, mas não a qualquer custo e não a passar a ferro valores que considero inalianáveis, seja em que área de actividade profissional for.
domingo, 10 de outubro de 2010
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