quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ser para Ser



O verbo ser tem substância. Implica conteúdo, experiência, conhecimento. O Ser para Ser tem obrigatoriamente que percorrer um caminho para Ser realmente.

Há grandes gestores que nunca estudaram economia ou gestão, há grandes músicos que não sabem ler uma pauta, há grandes artistas que nunca estudaram belas artes.

Mas para Ser um grande jogador de futebol é preciso ter a substância que faz a diferença.

E esta equipa, esta soma de seres, não É. Não tem substância, não tem experiência, não tem conhecimento.

E o que motiva a evolução, o desenvolvimento e o crescimento, a ambição e a vontade, não se vê. Não se sente.

Joga-se durante o mês das transferências, depois a garra e a capacidade de evoluir esfuma-se, e voltamos ao nevoeiro exibicional, a um grupo recheado de massas moles e disformes que nos envergonham.

Mística meus caros, é o que nos falta. Não há no balneário um Ser que tenha sido campeão, que tenha um cargo dirigente que transporte em si, a substância e o conceito de vitória.

O jogador, o dirigente, os adeptos, a equipa, o Clube. Hoje não são o que ambicionam Ser.

É preciso meter os pés no chão e encarar a realidade...



* Curiosamente, o nosso roupeiro, é provavelmente o Ser que mais vitórias viveu no Sporting.

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