domingo, 27 de setembro de 2009

Assim não dá, take 2!

É impressionante como, em alguns casos, a ausência de linha editorial é total e, provávelmente, propositada. O Record de hoje é o paradigma das discussões de café (e não só) sobre o Porto-Sporting de ontem. Dois directores-adjuntos do jornal, duas opiniões distintas:

Nuno Farinha arrasa o jogo, que classifica de pobre, e Grimi que enfrentou Hulk numa batalha desigual de facto, depois de 7 meses sem jogar. Critica ainda Paulo Bento pelas criticas feitas ao árbitro e a Vitor Pereira, sustentanto que "não tem qualquer lógica que um treinador de futebol perca horas a fio a debater arbitragens".

António Magalhães tem uma visão, no minimo, diferente. Começa mesmo por dizer que "foi um belo jogo". salienta o bom começo do Porto e a boa resposta do Sporting após esse período. Defende que o árbitro esteve mal na apreciação do lance que deu a falta de Polga sobre Hulk que originou o primeiro golo (e o primeiro cartão amarelo que se viria a revelar decisivo, quando no inicio da segunda parte o segundo dá a expulsão or acumulação), mas que não há arbitragens perfeitas e que a nomeação de Duarte Gomes era um barril de pólvora que teria forçosamente de explodir. Diz ainda que, mesmo com 10, o Sporting encostou o campeão às cordas

Não deixa de ser curioso... Mas suponho que é preciso vender jornais... e agradar a gregos e troianos...

Na análise ao jogo, o jornal confirma o que todos já sabiamos: o Porto começou melhor, o Sporting equilibrou e podia ter empatado. A falta que dá o primeiro golo não existe, a primeira falta de Veloso não justifica o amarelo, Raul Meireles deveria ter sido expulso por acumulação na sequência da falta sobre o Abel.

Devo dizer-vos que me revejo na análise que o Paulo Bento fez do jogo logo na flash interview, sobretudo na análise que fez ao jogo. As criticas à arbitragem e ao lider da respectiva comissão são, para mim, compreensíveis no contexto que foi criado à volta do jogo. E o Paulo bento, desculpem, mas não me parece o tipo de pessoa que dispara em todas as direcções a troco de nada. Já deu muitos exemplos de seriedade e se aponta o dedo a alguém, acredito que tenha razões para isso. Só não percebo a insistência no Polga, mas não sou que treino a equipa todos os dias.

Nem imagino o que se passará nos bastidores do futebol, mas a julgar pelo péssimo cheiro que de lá vem, cada vez mais me vem à cabeça a palavra saneamento. É preciso uma revolução. É preciso gente nova e descomprometida. O futebol merece mais. Os adeptos, seguramente, também.

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