Tive até ao ultimo minuto no Barreiro, indeciso se levaria a minha filha de 3 anos à Academia de Alcochete no Sábado. Muitas famílias iam levar os filhos, tínhamos um grupo que encheu 3 carros a caminho do jogo que iria decidir o campeão nacional.
Optei por não levar a minha filha, segui as pressões da família que têm sempre medo destas aventuras. Eu, na minha inocência dizia. “é um jogo de miúdos pá, não é um jogo da superliga, ainda por cima na academia”. Mas acabei por ceder, um pouco também pelo clima que se adivinhava chuvoso.
Abalamos do Barreiro, eu da Juventude Leonina, outros dos No Name Boys, JUNTOS, em amena cavaqueira. Chegamos a Alcochete nos mesmos carros.
Lá, cada grupo se juntou à sua cor, nós, sportinguistas entramos, escolhemos o nosso lugar e estranhamos a demora da entrada dos adeptos do Benfica.
O jogo começou e nada.
20 minutos depois, chove a primeira pedra, cai o primeiro pau, os energúmenos e incapazes da GNR, são os primeiros a quem se deve pedir satisfações.
É inadmissível que um grupo de adeptos fique 25 minutos à espera de entrar num recinto, para o qual tem um local já previamente destinado, e bilhete pago com dias de antecedência.
O que aconteceu a seguir, é do conhecimento de todos. Mais uma vez, um cartão vermelho à intervenção dos gordos de bigode da GNR, completamente descontextualizados da realidade do futebol.
Um grande orgulho na intervenção do nosso presidente, que sozinho, entrou no relvado, falou com sportinguistas e benfiquistas, chamou a atenção das forças policiais e foi o elemento apaziguador de uma tarde, mais uma, vergonhosa para a criação de valores de moral e ético para o nosso desporto.
Felizmente a minha filha ficou em casa, um dos meus amigos partiu um braço ao descer da bancada e é verdade, estávamos a jogar muito à bola, com duas ocasiões de luxo para marcar desperdiçadas.
O crime compensa, jogar em campo neutro é incoerente com o que se passou. Eu defendo a seguinte medida: Derrota a um dos clubes, ou não se entrega o título.
Miséria de gente...
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