Das multiplas teorias, uma ganha algum corpo. A de que Soares Franco anuncia a sua indisponibilidade para se manter na presidência do Sporting na esperança que se erga uma vaga de fundo que, em assembleia geral, aprove o seu projecto. E que, nessas circunstâncias, trataria de emendar a sua decisão.
Há muito tempo que não viviamos no clube um mandato estável, com rumo definido, projecto claro (quer se concorde quer não) e, apesar de não termos ganho (ainda) o título nacional, não temos (longe disso) ficado em branco. Não conheço as alternativas a Soares Franco, e menos ainda os projectos que perfilam. Que foi feito um bom trabalho e que se seguiu um caminho conhecido por todos e seguido à risca pr quem o definiu é inegável.
E não é isto que se exige a um lider? Está para nascer o líder, seja do que for, incontestado. Faz parte do dia-a-dia de quem assume este papel ter de enfrentar oposição, contestação. E esta não pode ser encarada como força de bloqueio ou, simplesmente, velharia do Restelo. São condicionantes necessários do exercicio de poder, trazendo equilibrio e exigindo rigor, obrigando a que cada passo seja ponderado e devidamente planeado. Claro que tem de ser construtiva e nós sabemos que nem sempre é. Mas é, seguramente, necessária.
Soares Franco, e qualquer outro presidente do nosso clube, tem de aprender a viver com ela. Já lá estava quando chegou, continuará quando sair. A capacidade de um grande líder também se mede em função da oposição que tem e na forma como com ela lida.
Por mim, Soares Franco continua. O seu projecto para o Sporting também. Mas seria desejável e saudável que outros nomes credíveis aparecessem. E que tivesse a coragem de, com eles, ir à guerra das eleições. A ver vamos.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário