sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Ainda me surpreende...


Começou mal, mas acabou bem. No jogo com o Shaktar houve mesmo momentos em que o dominio era evidente e quase avassalador. Mas o Sporting soube sempre defender bem (raro, nos tempos que correm), aguentar a pressão e sacudi-la. Especialmente depois da entrada do Grimi para a esquerda, a passagem do Miguel Veloso para médio defensivo e do Moutinho para a posição que deveria ocupar sempre: a de médio centro ofensivo, o número 10 da equipa. Ganhamos profundidade, agressividade e até os alas funcionam mais como extremos, alargando a frente de ataque. Não percebo porque é que eta não é sempre a posição do João, mas como diria o Óscar Costa "eu não percebo nada de bola...".

O mais surpreendente foi que as substituições foram na "mouche", com resultados evidentes na dinâmica da equipa e, sobretudo, no resultado. Agora venha o Paços de Ferreira e que o resultado seja, pelo menos, o mesmo.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Detesto ter razão

A ver se percebo:
- entramos com um meio-campo defensivo com 3 jogadores no centro
- só com um ponta de lança
- contra um adversário que tem um jogador a menos a partir dos 40 minutos, mantemos a equipa a jogar da mesma forma até aos 75 minutos, altura em que passamos, finalmente, a jogar com dois homens na área
- O TEMEROSO ADVERSÁRIO É A PODEROSA ALBÂNIA!!!

Amigos, não há paciência. Disse e repito que Carlos Queiroz nunca ganhou nada como primeiro treinador a não ser nos sub-17 e sub-18. Não é, nem nunca foi, treinador para uma equipa de primeira linha, como a selecção nacional AA. Não resisto a dizer, bem feito para os opositores da permanência do Scolari e, já agora, do Ricardo na selecção. Não me lembro de uma coisa assim depois da Expo 98... Uma vergonha... E nem aparecem na zona mista para fazer os habituais comentários depois do jogo.

Detesto ter razão...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Sporting-Porto


Foi um jogo difícil. Desde logo porque entrámos mal, inseguros (como aliás acontece à alguns jogos a esta parte). Mas também, eu diria mesmo principalmente, porque não temos uma equipa tão "elástica" como o Porto. Reforçámos bem a equipa, temos mais opções que no ano passado, mas faltando Caneira, Izmailov e Vukcevic (a equipa ganha velocidade cada vez que este último entra), as consequências são evidentes. Mais evidentes quando o Grimi não está em forma, longe disso, e conseguimos fazer três gigantescas asneiras na mesma jogada: perda de bola numa zona proibida, falta desnecessária e erro de cálculo do guarda-redes. Ninguém resiste a uma conjuntura destas. E isto 2 minutos depois de empatar o jogo...

Resta-nos esperar a recuperação dos lesionados, a subida de forma dos segundas-linhas e dos níveis de confiança.

sábado, 4 de outubro de 2008

Não os podiam sentar noutro sitio?

Ainda o jogo da Liga dos Campeões, para dar um cartão amarelo à UEFA, que aparentemente será a entidade responsável pela decisão de reservar as cinco primeiras filas de uma das bancadas centrais do Estádio de Alvalade para convidado, equipa adversária, ou coisa que o valha. Esta decisão fez com que os meus habituais companheiros de bancada tivessem dificulade em comprar os seus bilhetes de época e, pior, fez com que nos jogos europeus não esteja no seu lugar habitual. Não me parece normal, nem desejável, que lugares comprados ao ano por SÓCIOS do Sporting possam ser reservados desta forma. É uma falta de respeito e, parece-me, uma medida desnecessária, porque o que não falta são áreas no estádio para acolher os apoiantes das equipas adversárias. Já para não falar na questão da segurança. Com o Basileia foi pacífico, mas com o Shakhtar e com o Barcelona poderá ser mais complicado ter alguém como o adepto do Basileia que passou a noite a dizer, na sua lingua imperceptível, que os jogadores do Sporting se atiravam para o chão... Não se livrou de ouvir, em português imperceptível para ele mas do bom "este gajo não sai daqui sem levar nos cornos". Pois...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sporting-Basileia: Podia ter sido pior...

Foi uma primeira parte má. Mesmo para mim, que cheguei quando o jogo já ia no 30º minuto. Para terem uma ideia, aos 40 minutos da primira parte saí para comprar um cachorro... Meio campo passivo e lento (igual ao que vimos na primeira parte contra o Barcelona e depois do primeiro golo do benfica), com o Rochemback a passear-se, no mau sentido, pelo campo, com aquela displicência que irrita o mais paciente dos sportinguistas.

A segunda parte foi incomparávelmente melhor. Vuk entrou e, apesar de não ter sido brilhante, correu e fez correr, libertando o Romagnoli para uma óptima exibição. Marcámos 2 golos, mas poderiam ter sido 4 ou 5 e não seria escandaloso.

O que me assusta é que nos último jogos fomos mais o Sporting da primeira que da segunda parte. Bem sei que falta o Izmailov e o Caneira, mas num plantel que, supostamente, tem mais que uma opção de qualidade para o mesmo lugar, espera-se outra elasticidade.

Veremos as cenas dos próximos capítulos.

Uma pequena nota para os comentários de fim de jogo: não fica bem ao Paulo Bento, e menos ainda ao Miguel Veloso, dizer que não entendem os assobios da primeira parte e que os sócios que assobiam fariam melhor em ficar em casa. Compete-lhes jogar e aceitar que quem assiste ao espectáculo se pronuncie sobre a qualidade do mesmo. Foi uma má primeira parte, e apesar de não ter assobiado, percebo a impaciência de quem o fez. O mesmo deveriam fazer equipa técnica e jogadores.

Por fim, hoje joga o Benfica contra o Nápoles. Para um clube com 6 milhões de adeptos, transmitir o jogo numa televisão com 117 assinantes parece-me um sinal respeito assinalável...